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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Ganhadores da Feteps 2017

É com muito orgulho e satisfação que parabenizamos os ganhadores da FETEPS 2017, nossos ex-alunos Vitor Correa e Cristiane Medeiros. Resultado de muito esforço, pesquisa e dedicação.

Nossos parabéns também as Orientadoras do TCC Maria Tereza e Márcia Cirino e a Orientadora Educacional Marisa Szabo que acreditaram no potencial desses alunos.

Para quem não conhece,  segue abaixo o resumo do trabalho e o link do vídeo de divulgação para a FETEPS:

Aquafaba - uma simples água do grão de bico com
A Aquafaba é a água da cocção do grão de bico ou de outras leguminosas, descoberta alguns anos atrás por um tenor francês chamado Joël Roessel, no final de 2014, para ser utilizada como substituição da clara em neve para a produção e contribuição de diversas receitas. Justificativa: Grande parte dos alimentos da confeitaria contém ovos, ingrediente de suma importância para a receita a ser produzida. A decisão por este tema deu-se porque se julga importante apresentar a Aquafaba que é pouco conhecida e muito versátil para a população de modo geral, veganos e vegetarianos. Objetivo: Conhecer a Aquafaba e testar receitas que a utilizam para a substituição da clara de ovo. Metodologia: realizada com base em pesquisas webgráficas e bibliográficas, tratou-se também de uma pesquisa experimental, desenvolvida no laboratório de nutrição e dietética, com testes incluindo a aquafaba, merengue, suspiro e mousse de chocolate. Em seguida foi feita pesquisa de levantamento para saber o conhecimento dos participantes sobre a Aquafaba e a aceitabilidade das preparações. Resultados: Constatou-se que a maioria dos participantes não tinha nenhum conhecimento sobre o significado da palavra, ou seja, 96%, apenas 4% já haviam ouvido falar. Após a degustação das preparações, constatou-se que a maioria dos alunos que degustaram aprovaram a preparação, ou seja, 70%. Considerações finais: Este trabalho obteve sucesso na substituição das claras em neve ou merengue nas preparações realizadas. Esta simples água com poder de aeração, que antes era desprezada, pode ajudar pessoas que não querem consumir produtos de origem animal ou que têm intolerância ao ovo e além disso pode oferecer infinitas possibilidades de receitas culinárias, aumentando as opções para aqueles que necessitam substituir o ovo nas preparações.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Nos últimos 8 anos, a frequência de obesidade aumentou 6,2% nos homens e 6,1% nas mulheres. Uma alimentação saudável e prática regular de atividades físicas são boas ações para reverter esse quadro.‪#‎Vigitel2014‬


 (https://www.facebook.com/minsaude)

terça-feira, 31 de março de 2015

Estudo revela alimentos com mais açúcar do que o recomendado pela OMS

Redação em 
 Você tem ideia de quanto açúcar está comendo? Uma estudo divulgado pelo Wolfson Institute for Biomedical Research em parceria com o Hospital de Londres revelou uma lista de alimentos que contém mais açúcar do que o nível permitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS): 5% das calorias ingeridas por dia, o equivalente a 25 gramas. As informações são do The Daily Mail.
De acordo com a pesquisa, alimentos como o molho de macarrão, as frutas e a granola são repletos de açúcar. Por exemplo, um frasco de 500 gramas de molho à bolonhesa contém mais de seis cubos de açúcar, o mesmo que uma barra de chocolate. Uma fruta considerável saudável, como a manga, têm nove cubos. Para que o nível indicado pela OMS seja cumprido é recomendado uma dose diária de 18 cubos de açúcar.

Com consequências do consumo do açúcar em excesso no corpo, a endocrinologista Lívia Lugarinho, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, explica que quando se consome muito açúcar, o corpo reage negativamente.
“No começo, o pâncreas tende a produzir mais insulina para normalizar as taxas, mas depois ele começa a não dar conta de tanta demanda”, disse. Além disso, a demanda do hormônio da insulina começa a entrar em falência parcial, produzindo pouco hormônio, ou total, quando deixa de ser produzido. “Se ela não funciona, a glicose vai em excesso para a corrente sanguínea, o que resulta em diabetes”, completou a doutora.
http://www.dailymail.co.uk/health/article-2993513/Pasta-sauce-sugar-Mars-bar-soup-sweet-cider-reveal-white-stuff-lurking-favourite-foods.html

terça-feira, 9 de abril de 2013

ANÁLISE DO PERFIL NUTRICIONAL E ANTROPOMÉTRICO DE JOVENS PORTADORES DE SÍNDROME DE DOWN.


CENTRO PAULA SOUZA, ETEC DONA ESCOLASTICA ROSA, CURSO TÉCNICO EM NUTRIÇÃO E DIETÉTICA.
RASTEIRO, Anne Kelly de Souza Gomes [1]; MORENO, Carolina Aparecida Emmerich [1]; LIMA, Juliana Araújo; JUSTO, Lucélia Salvador [1]; DIAS, Katia A de Castro [2]; ALTENBURG, Helena [3].
[1] Concluintes do Curso Técnico em Nutrição e Dietética; [2] Nutricionista, Pós graduada e Professora do Centro Paula Souza. [3]Nutricionista, Mestre e Professora do Centro Paula Souza.

RESUMO:
OBJETIVO: Diagnosticar o perfil alimentar, nutricional e antropométrico de jovens portadores de Síndrome de Down, de acordo com o cotidiano de cada um. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa foi aplicada na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Santos (APAE) com os jovens do Núcleo trabalho, Emprego e Renda (NUTRE) e no Centro Espírita Beneficente 30 de julho (CEB 30 de Julho). Para a avaliação antropométrica do peso, altura, Índice de Massa Corporal (IMC), Circunferência da Cintura (CC), compleição corporal, semi envergadura (SE) foram utilizados os procedimentos padronizado publicados no Manual do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) Brasília 2004. Para investigação do consumo alimentar foi utilizado um Questionário de frequência de Consumo de Alimentos (QFCA) baseado na composição das refeições. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram avaliados 13 indivíduos, sendo 77%(n=10) do sexo masculino e 23%(n=3) do sexo feminino, com faixa etária média de 22 anos. Os dados da avaliação antropométrica sugerem: a altura média aferida foi de 1,51m e a estimada pela SE foi de 1,60m com diferença de 9cm entre elas. O peso médio aferido foi de 65,92Kg e o IMC médio aferido de 29,06Kg/m² e IMC médio estimado pela SE de 28,32Kg/m². Para CC a média masculina foi de 91,6cm e para as mulheres de 91,5cm. A Compleição corporal foi avaliada como média. Quanto ao consumo alimentar, os dados obtidos sugerem que os entrevistados consomem 7 porções de Frutas e Hortaliças quando o recomendado são 3 a 5 porções, 5 porções de Carnes e ovos e o recomendado é 1 a 2 porções, porém consomem 3 porções de Açúcares e gorduras quando o recomendado é 1 porção. CONCLUSÃO: Os dados gerados pelos indivíduos objeto deste estudo sugerem que eles têm conhecimento dos alimentos que consomem e um grande impulso em consumir alimentos mais calóricos. A maioria dos pais e, da mesma forma as instituições que os recebem, mantém uma preocupação em cuidar de sua alimentação para que haja um equilibrio na saúde desses indivíduos

Palavras-chave: Síndrome de Down, avaliação antropométrica, hábitos alimentares.

INTRODUÇÃO: A Síndrome de Down (SD) é um distúrbio ou condição genética caracterizada por um cromossomo extra no par 21 chamada de trissomia do cromossomo 21. Pode afetar qualquer raça, sexo ou etnia, e acomete aproximadamente 18% da população. Ocorre erro na distribuição dos cromossomos onde ao invés de ocorrer 46 cromossomos em cada célula, 23 da mãe e 23 do pai, que irão formar 23 pares com 46 cromossomos, o indivíduo apresenta 47 cromossomos. No Brasil a incidência é de 1 para cada 600 nascidos vivos, com 45% dos indivíduos afetados nascidos de mulheres com mais de 35 anos (BASIL et al 1992).
Varias anomalias maiores estão comumente associadas à SD: doença cardíaca congênita, particularmente comunicação atrioventricular e defeitos no septo ventricular; anomalia gastrointestinal, mais frequente atresia de duodeno; distúrbios tireoidiano sendo particularmente o tipo autoimune; leucemia aguda e neonatal; alteração no metabolismo do ácido fólico com predisposição à deficiência do nutriente; anormalidades quantitativas em vários sistemas enzimáticos; e a anomalia maior e mais consistente o retardamento mental variável, com quocientes de inteligência (QI) variando de 20 a 80, estando significativamente relacionado com o ambiente no qual uma criança com SD é criada. (BASIL et al, 1992)
Segundo Mendonça et al, (2008) os portadores de SD possuem o crescimento e desenvolvimento inferior ao das crianças sem esta síndrome, e tendem a nascer pré maturas, com peso e comprimento inferior aos normais. Geralmente, esses indivíduos continuam a ser pequenos na vida futura.
LOPES, et al, (2008) cita que os portadores de SD também apresentam predisposição ao excesso de peso, importantes alterações no sistema imunológico, que implicam em suscetibilidade a doenças autoimunes e infecções, características metabólicas individualizadas, que os tornam vulneráveis a doenças relacionadas principalmente ao seu estado nutricional. O excesso de peso deve-se a inúmeros fatores, entre eles o principal são os hábitos alimentares inadequados, que estão associados à falta de atividades físicas, taxa metabólica basal baixa, disfunção na glândula tireoide, compulsão alimentar, dificuldade na mastigação e deglutição, hipotonia muscular, incluindo a musculatura envolvida na digestão. Por serem flácidos, os músculos não dão a sensação de saciedade após uma refeição e assim os portadores desta síndrome tendem a comer sem saber quando parar. As crianças com SD tendem a apresentar obstipação intestinal e defeitos intestinais, e o excesso de peso contribui para o agravamento de problemas cardíacos, além de dificultar o desenvolvimento motor, ou seja, uma patologia pode ser consequência da outra.
Segundo Mendonça e Pereira (2008), em países desenvolvidos a expectativa de vida dos portadores de Síndrome de Down pode chegar ao 56 anos, e no Brasil, apesar de não existir estudos concretos, acredita-se que seja em torno dos 50 anos. A expectativa de vida desses indivíduos vem aumentando, graças aos avanços nas melhorias dos atendimentos e da qualidade de vida. Santos (2011) cita trabalhos onde são apontadas as necessidades da avaliação e intervenção nutricional para que os portadores desta síndrome possam ter uma melhoria na qualidade de vida, no crescimento e desenvolvimento, prevenção de doenças e uma longevidade tranquila.

MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa foi aplicada na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Santos (APAE) com os jovens do Núcleo trabalho, Emprego e Renda (NUTRE) e no Centro Espírita Beneficiente 30 de julho (CEB 30 de Julho. Inicialmente foi lido um termo de consentimento livre e esclarecido aos candidatos, um item ético importante em pesquisas com seres humanos. Para anotação dos índices antropométricos e coleta dos dados sobre os hábitos alimentares e dificuldades de inserção de refeições saudáveis, foi elaborado um formulário com os índices e questionário com nove questões abertas, a fim de levantar sua rotina alimentar junto aos responsáveis e ouvir dos jovens em questão seus desejos, vontades e conhecimentos com relação a alimentação saudável.
Para a avaliação antropométrica dos participantes, foram utilizados os procedimentos padronizado publicados no Manual do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) Antropometria: como pesar e medir. Ministério da Saúde (MS), Brasília DF 2004. Foi avaliado o peso, a altura, o Índice de Massa Corporal (IMC), Circunferência da Cintura (CC), compleição corporal, semi envergadura (SE). Para investigação do consumo alimentar foi utilizado um Questionário de frequência de Consumo de Alimentos (QFCA) baseado na composição das refeições. Os alimentos foram agrupados, por refeição e o consumo comparado com as recomendações do Guia Alimentar Brasileiro 1999, por meio das porções ideais recomendadas na Pirâmide Alimentar Brasileira 2005.
Os dados foram tabulados e expressos em planilhas por meio do Microsoft Excel®.

RESULTADOS E DISCUSSÃO: A coleta de dados ocorreu no dia 30 de Julho 2012. Foram avaliados 13 indivíduos, sendo 77%(n=10) do sexo masculino e 23%(n=3) do sexo feminino, com faixa etária entre 18 e 27 anos e média de 22 anos. Foram excluídos da amostra 3 indivíduos por serem menores de 18 anos, isto é adolescentes, e a curva de crescimento ainda não está completa. Também outro deles apresentava uma patologia congênita de quadril impossibilitando a participação por dificuldade de comparação com os demais participantes. Os dados da avaliação antropométrica sugerem que a altura média aferida foi de 1,51m e a estimada pela SE foi de 1,60m com diferença de 9cm entre elas, demonstrando assim que os portadores de SD não tem um crescimento igual ao indivíduo sem a síndrome, resultando uma estatura baixa o que confirma a citação de Santos et al (2006).  O peso médio aferido foi de 65,92Kg e o IMC médio aferido de 29,06Kg/m² e IMC médio estimado pela SE de 28,32Kg/m², o que confirma a citação de Mello et al (2006) em Movimento Down (2012), de que nos portadores de SD são observadas prevalências de excesso de peso e obesidade superiores às verificadas em populações saudáveis sendo  a obesidade em pessoas com SD frequente. Para CC a média masculina foi de 91,6cm e para as mulheres de 91,5cm. A Compleição corporal geral foi avaliada como média. Quanto ao consumo alimentar, os dados obtidos sugerem que os entrevistados consomem 7 porções de Frutas e Hortaliças quando o recomendado são 3 a 5 porções, 5 porções de Carnes e Ovos e o recomendado é 1 a 2 porções, porém consomem 3 porções de Açúcares e Gorduras quando o recomendado é 1 porção, o que indica uma alimentação para esses indivíduos um pouco acima do recomendado pelos Guias Alimentares em Frutas e Hortaliças como um bom indicador, porém apresenta-se elevado o consumo de Carnes e ovos e, coincidindo com resultados obtidos por outros pesquisadores, ale de o consumo de Açúcares e Gorduras estar bem elevado. A maioria dos participantes apresentou uma alimentação variada, contendo cereais, leguminosas, verduras, legumes, frutas, carnes, leites e derivados. Todos apresentaram preferência a alimentos calóricos como doces, bolachas recheadas, pizza, refrigerante, sorvete, batata frita, entre outros por se tratar de pessoas com impulso descontrolado.

CONCLUSÃO: Os dados gerados pelos indivíduos objeto deste estudo sugerem que eles têm conhecimento dos alimentos que consomem e um grande impulso em consumir alimentos mais calóricos. A maioria dos pais e, da mesma forma as instituições que os recebem, mantém uma preocupação em cuidar de sua alimentação, haja vista sua tendência à obesidade e problemas de saúde decorrentes da síndrome, tais como doenças cardiovasculares, diabetes, entre outras.
Devido a esta tendência a compulsão, pais e cuidadores devem exercer muito controle para que eles não exagerem na hora de se alimentarem, porém a escola e as instituições conseguem um melhor controle do que os próprios pais, limitando-os a não repetir alimentos e serem menos compulsivos, fazendo com que consumam alimentos mais saudáveis e em espaços mais curtos de tempo.
  Os resultados comprovam a citação de inúmeros pesquisadores de que esses indivíduos tem maior propensão a obesidade, porém, devido a complexidade do assunto e falta de dados disponíveis, o tema necessita de mais estudos para que possam gerar padrões para referência.

REFERÊNCIAS.
BASIL J. Zitelli. HOLLY W. Davis, Atlas Colorido Diagnóstico Clínico em Pediatria, 2º edição, Editora Manole,1992,  pág. 1.7 - 1.8.
BRASIL, Ministério da Saúde MS, Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN). Antropometria, como pesar e medir. Brasília DF 2004. Disponível em: http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/sms/usu_doc/album_seriado_de_antropometria.pdf  Acessado em 28 de julho de 2012.
CAMPOS Jadb, EMA Giro, ORRICO SRP. Comparação do padrão de alimentação de Portadores com necessidades especiais Institucionalizados e não Institucionalizados. Alim. Nutr.Araraquara 2005; v.16, n.3, p. 273 - 277.
LOPES TS, FERREIRA DM, PEREIRA RA, VEIGA GV, MARINS VMR. Comparação entre distribuições de referência para a classificação do estado nutricional de crianças e adolescentes com síndrome de Down. J. de Pediatr 2008; 84(4):350-6.
MENDONCA, G V de; PEREIRA, DUARTE F. Medidas de composição corporal em adultos portadores de Síndrome de Down. Rev. bras. Educ. Fís. Esp.,  São Paulo,  v. 22,  n. 3, set.  2008.   Disponível em: http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php? script=sci_arttext&pid=S180755092008000300004&lng=pt&nrm=iso. Acessado em  10  novembro  2012.
MOURA AB, Mendes A, Peri A, Passoni CRMS. Aspectos nutricionais em portadores da Síndrome de Down. Cad. da Esc. De Saúde. 2009.
MOVIMENTO DOWN. Disponível em http://www.movimentodown.org.br/nodequeue /2 acessado em 08 de junho de 2012.
ROSSI L, Caruso L, Galante AP. Avaliação Nutricional. Novas Perspectivas. São Paulo: Roca, 2008.
SANTOS JA, FRANCESCHINI SCC, PRIORE SE. Curvas de crescimento para crianças com síndrome de Down. Rev Bras Nutr Clín. 2006;21(2):144-8.
SER DOWN. Associação Baiana de Síndrome de Down, Organização não Governamental. Disponível em: http://www.serdown.org.br acessado em 08 de junho de 2012.

terça-feira, 26 de março de 2013

TABELA DE ÍNDICE PARA CONVERSÃO E REIDRATAÇÃO DE LEGUMINOSAS


CENTRO PAULA SOUZA, ETEC DONA ESCOLÁSTICA ROSA, CURSO TÉCNICO EM NUTRIÇÃO E DIETÉTICA.
QUEIROZ, Gabriela de Souza[1]; JORGE, Ana Carolina Felix [1]; CORRÊA, Rita de Cássia Prior[1]; ALMEIDA, Amanda Oliveira Vasconcelos de[1];  SANTOS, Juzenilde Dória dos[1]; DIAS, Katia Antonia de Castro[2]; ALTENBURG, Helena[3].
[1] Concluintes do Curso Técnico em Nutrição e Dietética; [2] Nutricionista, Pós graduada e Professora do Centro Paula Souza. [3] Nutricionista, Mestre e Professora do Centro Paula Souza.

RESUMO
OBJETIVO Verificar as transformações que as leguminosas sofrem nos procedimentos culinários para gerar o Índice de Conversão ou Índice de Cocção (IC) e Índice de Reidratação (IR) por meio de experimentos laboratoriais. MATERIAL E MÉTODO: Realizado no laboratório de Nutrição e Dietética da ETEC Dona Escolástica Rosa, Santos SP, utilizou-se 100g de cada leguminosa para a reidratação e cocção com aferição do peso após os tratamentos. O cálculo da conversão da leguminosa: faz-se a relação entre o peso do alimento processado e o peso do alimento em estado inicial (cru), em gramas. Para este cálculo, utiliza-se o peso do alimento reidratado pelo peso do alimento seco, em gramas. (PHILIPPI, 2006).  RESULTADOS E DISCUSSÂO: Os dados indicam que, nos remolhos de 1 hora, foram poucas as leguminosas que coccionaram no tempo pré-determinado de 20 minutos, que foram ultrapassando ou reduzindo. Já para os remolhos de 12 horas, grande parte das leguminosas coccionou no tempo pré-determinado. Algumas leguminosas, como o Amendoim, mantiveram seu peso após os remolhos, devido seu alto teor de gordura. A maioria das outras, seu peso aumentou, duplicou ou até triplicou. CONCLUSÂO: Os dados indicam que, com a cocção, algumas leguminosas como o amendoim, mantém o peso, outras, após remolho dobraram ou triplicaram de peso, devido ao alto índice de carboidrato. O tempo e tipo de remolho tem efeito diferenciado em cada tipo de cocção, sendo que as que possuem maior teor de carboidrato apresentam um aumento de peso maior ao remolho de 1 hora.
PALAVRAS CHAVE: leguminosas, remolhos, tabela de índices, reidratação.
INTRODUÇÂO
Leguminosos são grãos fibrosos solúveis e insolúveis, que colaboram para um bom trabalho intestinal; contém minerais como potássio, fósforo, magnésio, zinco e pouca quantidade de sódio. (Barreto, 2010). Contém em média 50% de amido e 23% de proteína, exceto a soja que possui 40%. As leguminosas são coccionadas em água até ficarem macias. (Souza, 2002). Exceto o Amendoim, que possui características muito individuais por possuir mais gordura e menor teor de amido. As leguminosas representam o esteio da alimentação do pobre em nosso país, porém lhe oferecem apenas proteínas de limitado valor biológico que não lhe asseguram crescimento e desenvolvimento normal. Entretanto, a combinação correta de feijão (100g) e arroz (300g) e/ou farinha de milho, segundo o Professor Dutra de Oliveira, corrige o aminograma, fornece a cota normal diária de proteínas e metade do consumo energético para um adulto. (Ornelas, 2001).
Antes de submetidas a cocção, é necessário reidratá-las em remolho, onde o peso do grão aumenta, algumas vezes, mais de 100%. O tempo de cocção varia com a temperatura, forma de cocção e com o tipo de grão usado. O feijão-manteiga cozinha mais facilmente que o grão-de-bico. O tempo de cocção será encurtado grandemente se for usado o método de cocção por pressão, em lugar de ebulição simples. Neste último será de 2 ou 3 horas, enquanto sob pressão pode ser de 15 a 20 minutos (Ornelas, 2001). O recomendado, quanto à cocção nas diferentes receitas, variam de uma hora a um dia inteiro. O tratamento do feijão antes da cocção também é muito variado. Alguns recomendam dar uma fervura e mudar a água algumas vezes, antes de levá-lo a cozinhar. Outros aconselham que se deixe o feijão passar a noite em água pura e fria ou numa solução de 5% de bicarbonato de sódio, escorrendo-se essa solução e juntando água fresca antes da cocção. Alguns acham que não é necessário deixar o feijão de molho, e, recomendam que ele seja posto para cozinhar em água fria; outros consideram que água quente é melhor. A maioria dessas recomendações não tem apoio científico. O processo mais popular dá bons resultados e consiste em deixar o feijão de molho de um dia para o outro e depois fervê-lo nesta mesma água até que esteja macio. A panela pode ser de barro, alumínio ou de ferro, mas é importante é que tenha tampa que se ajuste bem, para evitar evaporação excessiva enquanto o feijão cozinha. (CRAWFORD, 1985).
As leguminosas não são submetidas à cocção por calor seco, dada a sua natureza, exceto o amendoim, que tem características muito individuais de possuir mais gordura e menos amido que as leguminosas em geral. De natureza semelhante são as nozes, porém estas tem um invólucro espesso em forma de vagem. (Ornelas, 2001). O seu teor de tiamina é também mais alto, quando cru, mas como antes de ser consumido, é geralmente torrado a temperatura alta, grande parte da tiamina é destruída. (CRAWFORD, 1985).
Os alimentos sofrem modificações por fatores físicos como exemplo a temperatura e outros, químicos como exemplo a ação de ácido entre outros, e biológicos como exemplo a ação fermentos e outros. A ação externa que os alimentos recebem, na passagem de um estado para outro (cocção, congelamento, descongelamento), fazem com que o peso dos alimentos se modifique. Além do tipo de calor que age sobre o alimento, que pode ser úmido ou seco, outros fatores interferem no produto final, como: intensidade de calor, tempo de cocção, espécie de utensílio, adequação de equipamentos, qualificação da mão de obra e diferentes ações para um mesmo alimento como exemplo assado, grelhado, gratinado, refogado e desidratado. A conversão pode ser medida por meio de uma constante, obtida da relação entre o peso do alimento processado, em gramas, e o peso do alimento no estado inicial em gramas denominado de Indicador de Conversão (IC). (PHILIPPI, 2006).
O Indicador de Reidratação (IR) é, normalmente, utilizado para cereais, leguminosas e alimentos deixados de molho (imersos em água). Quanto maior o tempo de reidratação, menor o tempo de cocção. Quando um alimento fica de remolho, sofre um aumento em seu peso pela hidratação a que foi submetido. Exemplo: para fazer o tabule ou uma massa com trigo para quibe, o trigo deve ficar de remolho, tendo seu volume aumentado em cerca de duas a três vezes em relação ao peso seco. Para o cálculo do aumento de volume apresentado pelos cereais, utiliza-se o IR que é a relação entre seu peso reidratado pelo peso do alimento seco. (PHILIPPI, 2006).
A soja nunca deve ficar de molho em água fria, porque isso ocasiona a formação de compostos que dão, aos grãos que ficaram de molho, o sabor de ranço ou de “feijão cru”. Antes de cozinhar os grãos, é preciso fazer o choque térmico. Esse procedimento deve ser feito porque a soja possui enzimas denominadas lipoxigenases que, quando em contato com a água fria, iniciam uma reação que produzem compostos como os aldeídos, cetonas e alcoóis, substâncias responsáveis pelo sabor exótico do grão.

OBJETIVO Verificar as transformações que as leguminosas sofrem nos procedimentos culinários para gerar o Índice de Conversão ou Índice de Cocção (IC) e Índice de Reidratação (IR) por meio de experimentos laboratoriais.

MATERIAIS E MÉTODO: Pesquisa experimental realizada no laboratório de Nutrição e Dietética da ETEC Dona Escolástica Rosa, Santos SP. Foram selecionadas as principais leguminosas para o estudo: Amendoim, Ervilha, Favas: Amarela, Branca e Vermelha, Feijões: Azuki, Bolinha, Branco, Carioca, Corda, Fradinho, Fradão, Jalo, Preto, Rajado e Roxo, Grão de Bico, Lentilha, Soja, Soja Preta e Tremoço. Cada amostra inicial pesava 100g (cem gramas) para cada experimento e estas amostras passaram por cada tipo de remolho e aferição do peso resultante. As amostras foram coccionadas em calor úmido por meio de panela de pressão. A lentilha e a ervilha foram coccionadas sem remolho e sem ser em pressão. O amendoim foi coccionado como o modo usual de consumo, em calor seco, ou seja, no forno, e também por meio de fritura em óleo quente.
- REMOLHOS: Para remolho de 1 hora foi pesado 100g de amostra da leguminosa, a seguir ela foi fervida por dois minutos em água a ser utilizada no remolho e colocada em uma vasilha para hidratar por 1 hora. Após o descanso, a água do remolho foi escorrida e a leguminosa pesada. Depois a amostra foi coccionada por 15 a 20 minutos em panela de pressão, com 3 partes de água (300ml) para as 100g de amostra da leguminosa e um fio de óleo. Para remolho de 12 horas foi pesado 100g de amostra da leguminosa e colocada em uma vasilha com 3 partes (300ml) de água. A leguminosa ficou em descanso por 12 horas. Após este período, a água foi escorrida e a leguminosa novamente pesada. A amostra foi coccionada em panela de pressão por 15 a 20 minutos com 3 partes de água e um fio de óleo.
- COCÇÃO A SECO DO AMENDOIM: Forno: Foi pesado 100g da leguminosa, colocado em fôrma retangular e levado para assar em forno a temperatura baixa (140°C) por 20 minutos. Após a cocção a leguminosa foi pesada. Fritura em óleo: Foi pesado 100g da leguminosa para amostra. Foi aquecido em frigideira 200ml de óleo de soja, quando foi atingida a temperatura ideal para fritura, em torno de 170ºC a 190ºC, foi colocada a amostra do amendoim no óleo da frigideira. Após 5 minutos foi retirado o amendoim e colocado em papel absorvente para escorrer. Este papel absorvente foi pesado antes e após a absorção do óleo da fritura do amendoim.
-CHOQUE TÉRMICO PARA SOJA: Em água fervente foi adicionado 100g de soja e esta foi cozida por cinco minutos, em seguida os grãos foram colocados em uma vasilha com água gelada, após 10 minutos a água foi escorrida e os grãos foram submetidos aos dois tipos de remolho.
Dos resultados adquiridos, calculamos o Índice de Conversão (IC) e Índice de Reidratação (IR) calculados depois de devida pesagem conforme Philippi 2006. Registrando esses Índices, possibilitamos a confecção da tabela de IR e IC dessas leguminosas.

RESULTADO E DISCUSSÃO: Os experimentos ocorreram durante o período de 22 de agosto a 31 de outubro de 2012 no período noturno.
Tabela1.  IR Médio das leguminosas.
LEGUMINOSA
(100g)
Peso final (g)
1 hora
IR de 1 hora
Peso final (g)
12 horas
IR 12 horas
Favas (branca, amarela e vermelha)
Média 187
Média 1,9
Média 251
Média 2,5
Feijões: Azuki, Bolinha Branco, Carioca, de Corda, Fradinho e Fradão, Jalo, Preto, Rajado, Roxo,

Média 171

Média 1,7

Média 190

Média 1,9
Grão de Bico, Ervilha, Lentilha, Tremoço, Sojas Branca e Preta.
Média 134,5
Média 1,34
Média 189,5
Média 1,89
Os dados indicam que o peso das leguminosas após os tipos de remolho é bem variado, mas quando submetidas ao remolho de 1 hora poucas das leguminosas coccionaram no tempo pré-determinado em literatura de 20 minutos, tendo a maioria ultrapassada este tempo em média de 5 a 15 minutos dependendo do tipo de leguminosa. Quanto ao remolho de 12 horas, a maioria das leguminosas foi coccionada no tempo pré-determinado em literatura de 20 minutos, tendo apenas algumas exceções.
A cocção do amendoim foi realizada em calor seco por 5 minutos, no forno e em imersão em óleo quente (fritura), sendo assim, não houve remolho. Os dados indicam que, o amendoim perde peso após os dois tipos de cocção com IC médio de 0,9.
            A cocção da lentilha foi feita em panela comum, fora da pressão, apresentando rápido cozimento e ainda foi necessário adicionar mais 300ml de água. A Ervilha e o grão de bico apresentaram rendimento considerável após sua cocção em panela sem pressão. Os Tremoços apresentam um altíssimo IR após 12 horas e ainda um maior IC com cocção em pressão, porém seu sabor amargo intenso requer troca de água 2 vezes ao dia durante 7 dias para ser eliminado. As sojas apresentaram IC semelhante para os dois tipos. As leguminosas acima apresentaram IC entre 1,1 e 2,88 com IC médio de 1,97.
Favas: a branca mostrou ter um melhor rendimento na cocção após o remolho de 1 hora, porém na cocção após o remolho de 12 horas, não houve um rendimento considerável, já a fava vermelha obteve um bom rendimento depois de feito o remolho de 1 hora, mas a cocção após remolho de 12 horas apresentou melhor rendimento e a fava amarela obteve um bom rendimento tanto na cocção após o remolho de 1 hora como no remolho de 12 horas. As leguminosas acima apresentaram IC entre 0,88 e 1,97 com IC médio de 0,97.
Feijões: Os feijões azuki, bolinha, de corda, fradinho, jalo, preto, rajado e roxo apresentaram bom rendimento após as duas formas de remolho, o feijão branco apresentou melhor rendimento na cocção após remolho de 1 hora, e os feijões tipo carioca e fradão apresentaram melhor rendimento na cocção após remolho de 12 horas. As leguminosas acima apresentaram IC entre 1,1 e 1,3 com IC médio de 1,17.

CONCLUSÃO: Os dados indicam que, com a cocção algumas leguminosas como o amendoim, mantém o peso, outras, após remolho dobraram ou triplicaram de peso, devido ao alto índice de carboidrato. O tempo e tipo de remolho tem efeito diferenciado em cada tipo de leguminosa e cocção, sendo que as que possuem maior teor de carboidrato apresentam um aumento de peso maior ao remolho aquecido de 1 hora. Estes resultados são de suma importância para profissionais da área de Nutrição que atuam em Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN), para estudantes e pesquisadores, pois o pré-preparo e o preparo alteram o peso e a composição das leguminosas, sendo que para algumas esta variação é drástica, interferindo nos cálculos nutricionais e de aquisição.  O objetivo principal da nossa pesquisa foi alcançado, uma vez que por meio dos experimentos laboratoriais, a tabela com os dados de Índice de Conversão ou Índice de Cocção (IC) e Índice de Reidratação (IR) de leguminosas foi finalizada em detalhe, sendo apresentada neste artigo somente as médias.


REFERÊNCIAS.
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-BARROS, Raianne Motoshima. GARCIA, Paloma Popovic C. ALMEIDA, Simone Gonçalves. Anuário de Produção de Iniciação Científica Discente. Vol. 13, n. 16, ano 2010.
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-OLIVEIRA, Profa. Susy Souto de. Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba. Relação entre o peso do alimento cozido (pronto para o consumo) e a quantidade de alimento cru e para o consumo e a quantidade de alimento cru e limpo usado na preparação. Paraíba, 2010. Disponível em: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAWi8AJ/indicadores-no-preparo-alimentos> Acesso em: 05 mai. 2012.
-ORNELAS, L. Técnica Dietética, Seleção e Preparo dos Alimentos. Rio de Janeiro.: Atheneu, 1995.
-PHILIPPI, Sonia Tucunduva. Nutrição e Técnica Dietética. Barueri, SP: Manole, 2006.
-SOARES, Ana. Centro Vegetariano. O Tremoço. São Paulo: 2009. Disponível em: <http://www.centrovegetariano.org/Article-519-O%2Btremo%25E7o.html> Acesso em 12 Set. 2012.


TÉCNICO EM NUTRIÇÃO E DIETÉTICA

É o profissional que acompanha e orienta as atividades de controle de qualidade, higiênico-sanitárias e segurança no trabalho, em todo o processo de produção de refeições e alimentos. Acompanha e orienta os procedimentos culinários de preparo de refeições e alimentos. Coordena a execução das atividades de porcionamento, transporte e distribuição de refeições. Pode estruturar e gerenciar serviços de atendimento ao consumidor de indústrias de alimentos e ministrar cursos. Define padrões de procedimentos, elabora Manual de Boas Práticas em UAN e implanta sistemas de qualidade. Realiza, também, a pesagem de pacientes e aplica outras técnicas de mensuração de dados corporais para subsidiar a avaliação nutricional; avalia as dietas de rotina com a prescrição dietética indicada pelo nutricionista. Participa de programas de educação alimentar.